Para mim ir à Missa é um peso. Não me diz nada. Por que a Igreja
insiste na obrigação da Missa aos domingos?
Diante
deste tipo de objeção a minha primeira reação é perguntar: Será que o seu
problema é realmente a Missa, ou muito mais a falta de uma autêntica
participação na vida da Igreja? A celebração da eucaristia é a reunião da
família de Deus. Numa família que se preza, que quer alimentar os laços de
afeto e solidariedade entre seus membros, eles se reúnem normalmente uma vez
por semana num almoço mais festivo, por exemplo. É a ocasião que têm para
conversar e sentir o interesse e apoio uns dos outros. A perda deste costume,
como ocorre com freqüência hoje em dia, é um dos sinais da desagregação da vida
de família.
Se a Igreja deseja ser uma verdadeira comunidade, ela não pode renunciar a
estes encontros regulares de seus membros. À medida que valorizar a sua
pertença à Igreja, Você vai perceber a importância da participação na
Eucaristia dominical. Ao contrário, o católico que não se sente membro da
comunidade eclesial, que não estima a Igreja como sua família, encontrará
sempre pretextos para não ir à Missa.
É como os convidados à festa na parábola do evangelho. Quando chega o convite,
cada um tem uma desculpa. "Comprei um campo e preciso ir vê-lo;
desculpa-me, por favor", diz o primeiro. E o
outro: "Comprei cinco juntas de bois e preciso experimentá-las". Um
terceiro responde: "Acabo de casar-me e, por isso, não posso ir". É
claro que a verdadeira resposta de todos eles era: "A tua festa não me
interessa absolutamente. Tenho mais que fazer que passar a tarde inteira contigo
e teus amigos". Por isso esnobaram o convite.
O
dono da festa não se deu por vencido. Disse ao empregado: "Sai depressa
pelas praças e ruas da cidade e traze para cá os pobres, os estropiados, os
cegos e os coxos". É o que acontece também com a Missa. As pessoas
auto-suficientes, que pensam que já têm tudo na vida ou que podem resolver
sozinhos os seus problemas, não fazem caso da Missa nem da comunidade cristã.
Os que aceitam o convite e se reúnem na sala do banquete são os simples, que
têm o coração de pobre e sentem necessidade de ser curados por Deus e apoiados
pelos irmãos e irmãs na fé.
Veja, portanto, como está a sua relação com Deus e com a Igreja. Não seja como
o filho que abandona, aborrecido, os encontros de família, sempre iguais, e, só
mais tarde percebe o tesouro que está perdendo. Tente participar de novo, com
esperança, da reunião da comunidade. Só assim experimentará a alegria da
comunhão, em Cristo, com o Pai e todos os irmãos. (João A. Mac Dowell S.J.)
Editado e Respondido por Pe. Rodrigo Catini Flaibam.